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Por Hugo Reis Vidal

No final de junho a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou o relatório do Programa de Análise de Resíduo de Agrotóxico em Alimentos (Para), atividade de 2009, os resultados apresentados mostraram que o uso excessivo diminuiu. Porém, os alarmistas, que não pensam nas conseqüências de suas equivocadas interpretações põem a população consumidora preocupada, prejudicando toda cadeia produtiva da hortaliça, que na sua maioria é composta por pequenas propriedades que muitos dizem demagogicamente proteger.

O relatório é útil e muito bom, pois incentiva quem produz, para que melhore cada vez mais a qualidade do alimento ofertado ao consumo. Contudo, a forma como o assunto é  divulgado pela imprensa, torna-se extremamente prejudicial ao produtor, por generalizar o uso como danoso à saúde, impondo uma culpa antecipada mesmo para aqueles agricultores que utilizam os agrotóxicos de forma adequada e segura. O que o relatório das análises feitas em 3130 amostras no Brasil em 2009 nos informa é: presença de agrotóxicos em níveis acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR) em 88 amostras, representando 2,8% do total; resíduos acima do Limite Máximo de Resíduos (LMR) e não autorizados (NA), na mesma amostra em 75 amostras, representando 2,4% do total; utilização de agrotóxicos NA para a cultura em 744 amostras, representando 23,8% do total. Lembramos que agrotóxicos não autorizados (NA) não significam necessariamente um problema de intoxicação. Hoje temos diversas culturas sem suporte fitossanitário, mas que, para serem produzidos necessitam de agrotóxicos utilizados dentro de critérios técnicos e de forma segura.

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abr 15

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mar 12

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escrito por Eng. Agrº Jessé Gomes Adamuchio \\ tags: